Tuesday, September 26, 2006

As minhas maninhas lindas




As primeiras fotos a "cores", porque é com "elas" que damos sentido à nossa vida e à nossa amizade. Umas vezes mais perto do q outras... mas sempre guardada no sitio mais preveligiado q uma amizade pode estar - dentro do coração!

Monday, September 25, 2006

Tb n te deixarei morrer...






À semelhança do trecho transcrito abaixo (belas palavras do excelente escritor M.S.T), posso fazer das dele as minhas palavras. Posso, pelo menos, tentar que vivas para sempre em mim. Posso imaginar que ficaremos sempre ligados por algo de mt profundo e belo. Eu sei que posso tudo isso e mt mais...

Não te Deixarei Morrer, David Crockett, de Miguel Sousa Tavares

E escrevi o teu nome e o teu número de telefone numa página da agenda do mês de Fevereiro. E, ao escrevê-lo, sabia que era uma despedida, mas todo o mês de Março nos arrastámos na despedida, como caranguejos na maré vazia. Sem ti, lancei outras raízes, construí pátios e terraços, fontes cujo som deveria apagar todos os silêncios, plantei um pomar com cheiro a damasco, mandei fazer um banco de cal à roda de uma árvore para olhar as estrelas do céu,
um caminho no meio do olival por onde o luar pousaria à noite, abóbodas de tijolo imaginadas pelo mais sábio dos arquitectos e até teias de aranha suspensas no tecto, como se vigiassem a passagem do tempo. Nada disso tu viste, nada te contei, nada é teu. Sozinhos, eu e a aranha pendurada na sua teia, comtemplámo-nos longamente, como quem se descobre, como quem se recolhe, como quem se esconde. Foi assim que vi desfilar os anos, as paredes escurecendo,
um pó de tijolo pousando entre as páginas dos mesmos livros que fui lendo, repetidamente. Heathcliff e Catarina Linton destroçados outra vez pela minúcia do tempo.
Como explicar-te como tudo isto se te tornou alheio, como tudo te pareceria agora estranho, como nada do que foi teu vigia o teu hipotético regresso? Ulisses não voltará a Ítaca e Penélope alguma desfará de noite a teia que te teceste. E arranquei a página da agenda com o teu nome e o teu número de telefone. Veio a seguir Abril e depois o Verão. Vi nascer a flor da tremocilha e das buganvílias adormecidas, vi rebentar o azul dos jacarandás em Junho, vi noites de lua cheia em que todos os animais nocturnos se chamavam rãs, corujas e grilos, e um espesso calor sobre a devassidão da cidade. E já nada disto, juro, era teu. E foi assim que descobri que todas as coisas continuam para sempre, como um rio que corre ininterruptamente para o mar, por mais que façam para o deter. Sabes, quem não acredita em Deus, acredita nestas coisas, que tem como evidentes. Acredita na eternidade das pedras e não na dos sentimentos; acredita na integridade da água, do vento, das estrelas. Eu acredito na continuidade das coisas que amamos, acredito que para sempre ouviremos o som da água no rio onde tantas vezes mergulhámos a cara, para sempre passaremos pela sombra da árvore onde tantas vezes parámos, para sempre seremos a brisa que entra e passeia pela casa, para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido. Nisto eu acredito:
na veemência destas coisas sem princípio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos.
E a tua voz ouço-a agora, vinda de longe, como o som do mar imaginado dentro de um búzio. Vejo-te através da espuma quebrada na areia das praias, num mar de Setembro, com cheiro
a algas e a iodo. E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas ilusões de que tudo podia ser meu pra sempre.

Quem matou o amor?




Era uma vez, na história do Mundo, um dia terrível, em que o Ódio - rei dos maus sentimentos, dos defeitos e das más virtudes - convocou uma reunião com todos os seus súditos.
Todos os sentimentos escuros do Mundo e os desejos mais perversos do coração humano chegaram a essa reunião com muita curiosidade, porque queriam saber qual o motivo de tanta urgência. Quando todos já estavam presentes, falou o Ódio: - Reuni-os aqui porque desejo, com todas as minhas forças, matar alguém! Ninguém estranhou muito, pois era o Ódio quem estava falando e ele queria sempre matar alguém, mas perguntaram-se quem seria tão difícil de matar que o Ódio necessitaria da ajuda de todos.
- Quero matar o Amor - disse o Ódio. Muitos sorriram com maldade, pois quase todos tinham a mesma vontade.
O primeiro voluntário foi o Mau Caráter: - Eu vou e podem ter certeza que num ano o Amor morrerá. Provocarei tal discórdia e raiva que não vai suportar.
Depois de um ano, reuniram-se outra vez e, ao escutar o relato de Mau Caráter, ficaram decepcionados.
- Sinto muito. Tentei de tudo, mas cada vez que eu semeava discórdia, o Amor superava e seguia o seu caminho.
Foi então que, rapidamente, ofereceu-se a Ambição para executar a tarefa. Fazendo jus do seu poder, disse:
- Já que o Mau Caráter fracassou, irei eu. Desviarei a atenção do Amor, com o desejo por riqueza e pelo poder. Isso ele nunca irá ignorar.
E começou, então, a Ambição o ataque contra a sua vítima. Efetivamente, o Amor caiu ferido. Mas, depois de lutar arduamente, curou-se. Renunciou a todo desejo exagerado de poder e triunfou.
Furioso com o novo fracasso, o Ódio enviou os Ciúmes. Estes bufões perversos inventaram todo o tipo de artimanhas e situações para confundir o Amor. Atacaram-o com dúvidas e suspeitas infundadas.
Porém, mesmo confuso, o Amor chorou e pensou que não queria morrer.
Com valentia e força se impôs sobre eles e os venceu. Ano após ano, o Ódio seguiu a sua luta, enviando a Frieza, o Egoísmo, a Indiferença, a Pobreza, a Doença e muitos outros. Todos fracassavam sempre.
O Ódio, convencido de que o Amor era invencível, disse isso aos demais: - Nada podemos fazer. O Amor suportou tudo. Levámos muitos anos insistindo e não conseguimos.
De repente, de um cantinho do auditório, levantou-se um sentimento pouco conhecido e que se vestia todo de preto. Com um chapéu gigante, ele mantinha o rosto tapado. Seu aspecto era fúnebre como o da morte. - Eu matarei o Amor - disse com segurança. Todos se perguntaram quem seria esse pretensioso que, sozinho, pretendia fazer o que nenhum deles havia conseguido. O Ódio ordenou: - Vá e faça!
Tinha passado pouco tempo quando o Ódio voltou a convocar a todos para comunicar que finalmente o Amor havia morrido. Todos estavam felizes, mas também surpresos. E o sentimento do chapéu preto falou: - Aqui eu entrego a vocês o Amor totalmente morto e esquartejado. E sem dizer mais palavra, encaminhou-se para a saída.
- Espera! - determinou o Ódio, dizendo: - Em tão pouco tempo você o eliminou completamente, deixando-o desesperado e, por isso mesmo, ele não fez o menor esforço para viver! Quem é você afinal?
O sentimento pela primeira vez levantou o seu horrível rosto e disse: - Sou a Rotina...

Texto enviado pela minha mana Ana Ferreira

Friday, September 22, 2006

Sonhos...

É possível sonhar...

Voar é com os pássaros
Sonhar é com as gentes
porque eles têm asas
e nós temos a mente
que nos permite voar
de uma forma bem diferente
ir - sem sair do lugar
- ao Futuro lá na frente
e além de ir, enfeitar,construir e habitar
uma realidade inexistente
como se fosse real
o que é apenas sonho, realmente.

Pessoas são feitas pra sonhar
de tudo e de todo o feito
estando muito feliz
ou triste e insatisfeito
com a vida por um triz
com tudo a andar direito
Pessoas sonham dormindo
e mais ainda acordados
e nos sonhos tudo é lindo,
bom, perfeito e magnificados
o sonho é a fotografia
de um tempo muito esperado
que dorme dentro da gente
sonhando ser acordado...

O sonho é a expressão
da nossa vida, sonhado

Existem sonhos de todos os tipos
pra todos os gostos e ditos
sonhos pequenos e simples
sonhos grandes e complicados
sonhos que são mesmo da gente
e sonhos emprestados
sonhos genuinamente feitceiros
e sonhos generalizados
sonhos muito passageiros
e sonhos muito demorados
sonhos de crescer, de mudar o mundo
e sonhos de ir viver bem distante deste mundo

Sonhos de todas as cores, formas e tamanhos
sonhos muito comuns
e sonhos... ligeiramente estranhos
Sonhos somente ao alcance de alguns
e sonhos que todos podem sonhar
a qualquer hora do dia
em qualquer tempo e lugar

Há sonhos duramente reprimidos
e sonhos bravamente libertados
sonhos sérios, formais, comedidos
e sonhos desbundantemente ousadoss
onhos requintados e elegantes
e sonhos de um mau-gosto refinado
sonhos muito extravagantes
e sonhos super bem-comportados

Para todas as preferências,tendências e fantasias
há sonhos práticos e realistas
ou distantes utopias
Mas sejam nobres e sublimes
ou vulgares e banais
são apenas sonhos humanos
de todos nós, simples mortais

Há sonhos pra se sonhar sozinho
e sonhos pra se sonhar a dois
sonhos que muitos já sonharam antes
e que muitos sonharão depois

Sonhos arrojados e inovadores
sonhos antigos e tradicionais
sonhos que se tornaram história
e sonhos que ninguém se lembra mais
sonhos sonhados com medo
e com muita garra e coragem
sonhos que parecem pesadelos
e sonhos que são uma viagem

Sonhos que nos deixam preocupados
e sonhos que nos enchem de esperança
sonhos pra quando a gente crescer
e sonhos de voltar a ser criança

Quantos sonhos ficarão só no "talvez..."?
Quantos virarão realidade?
Quantos deixarão de ser apenas desejo
para se transformar em vontade?
Quantos sonhos serão bem mais
do que uma febre passageira?
Que nos motivem a lutar a vida inteira,
e a prosseguir sempre, de qualquer maneira,
acertando, errando, perdendo ou ganhando?

Porque sonho que é sonho, não passa:
- faz a gente fazer no peito e na raça,
de pura pirraça,
nem que seja a última coisa que a gente faça!
Porque o sonho foi feito pra ser realidade
não pra ficar na gaveta da eterna possibilidade
nem pra terminar na saudade
do que poderia ter sido - e nunca foi......

Mas que sempre poderá ser
porque sonho não tem idade para se viver!
Qualquer tempo é tempo pra quem sonha de verdade:
- é só esperar pra ver
Esperar e, é claro, se mexer,
porque sonho depende de muita fé e trabalho
até o dia de acontecer
E esse dia pode tardar
mas com toda certeza vem,
porque o sonhador sabe muito bem
a força que um sonho tem
Porque sonhos são como estrelas
guiando o navegante...
Faróis – que nos lembram a cada instante
que ainda estamos vivos
Que ainda temos a hipóteses de chegar
por piores que sejam as tempestades
que tenhamos de enfrentar

Porque sonho é pra ser vivido,
ser buscado, ser perseguido,
sem desistir nem desanimar......
Com toda a força da alma
com todo o engenho das mãos
com a lucidez das idéias
e o fogo ardente da paixão

Porque só os sonhos
podem dar sentido e significado
ao presente, ao futuro e ao passado
Porque sonhar
não é loucura nem ilusão
mas apenas uma viagem
feita dentro de cada coração